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Da UFRJ ao Emílio Ribas: a trajetória de um infectologista

No LíderCast, o Dr. Francisco conta o caminho que o levou da faculdade ao CFM, e dá conselhos para quem pensa em medicina e infectologia.

FC
Dr. Francisco Cardoso
CRM SP 115.103 RQE 35.319
1 mai 2026 10 min de leitura
LíderCast 297 entrevista o Dr. Francisco Cardoso sobre carreira e infectologia.

No LíderCast, contei um pouco da minha trajetória: da Faculdade Nacional de Medicina da UFRJ ao Instituto Emílio Ribas, da UTI à infectologia, do paciente ao Conselho Federal de Medicina. Replico aqui porque muita gente me pergunta como se faz um infectologista — e por que ainda vale a pena.

O começo na UFRJ

Formei-me na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mérito acadêmico (Cum Laude). A medicina pública brasileira tem suas dores, mas forma médicos com volume e diversidade que poucos sistemas formam.

O Emílio Ribas

Fiz residência médica em Infectologia no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo — um dos centros de referência da América Latina. Atuei como médico assistente da UTI da mesma instituição. Trabalhar com doenças infecciosas em terapia intensiva é, em essência, lidar com o limite: do organismo, da ciência, do sistema.

Por que infectologia

Infectologia é a especialidade que mistura epidemiologia, microbiologia, imunologia, clínica e saúde pública. Você cuida do paciente e da comunidade ao mesmo tempo. Vê ciência aplicada no dia a dia: vacina nova, antibiótico novo, vírus que volta, surto que aparece, política pública que decide.

CFM

Em 2024, fui eleito Conselheiro Federal de Medicina por São Paulo. É um trabalho diferente: o conselho zela pela ética e pelo bom exercício da medicina no país inteiro. Câmara técnica de infectologia, debates regulatórios, posicionamento profissional.

Conselho para quem quer fazer infectologia

  1. Estude bem clínica médica primeiro. Infectologia parte de uma base clínica sólida.
  2. Procure residência em centro com alto volume e diversidade de doenças.
  3. Leia muito, mas com método: meta-análises, diretrizes, casos clínicos.
  4. Mantenha sempre o paciente no centro da decisão.
  5. Aprenda a comunicar — em saúde pública, o que não é compreendido não funciona.

Por que ainda vale

Medicina é profissão exigente, pesada, com cobrança alta e remuneração desigual no Brasil. Mas é uma das poucas em que se está no momento exato em que o sentido humano da vida se mostra: nascimento, dor, recuperação, morte. Vale, sim. Mas precisa entrar de olhos abertos e coração inteiro.

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Aviso médico Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde, procure um profissional habilitado.
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