A campanha de vacinação contra a gripe começou e, como todo ano, surgem as dúvidas: preciso tomar? Funciona mesmo? Por que tem que tomar de novo?
Cepas da campanha 2026
A vacina deste ano cobre quatro cepas: dois subtipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e duas linhagens de Influenza B (Victoria e Yamagata). A composição é definida pela OMS com base na vigilância epidemiológica do hemisfério sul. A trivalente passou a ser substituída pela tetravalente em grande parte das redes, pública e privada.
Quem deve tomar (segundo o Ministério da Saúde)
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Gestantes e puérperas
- Pessoas com 60 anos ou mais
- Profissionais de saúde
- Portadores de doenças crônicas (diabetes, cardiopatias, doenças pulmonares, renais, hepáticas, neurológicas)
- Pessoas com obesidade grave (IMC ≥ 40)
- Imunossuprimidos
- Professores e profissionais do sistema prisional
Na rede privada, a vacina é recomendada para qualquer pessoa a partir de 6 meses.
Por que vacinar de novo todo ano
O vírus da gripe muta rapidamente, e a imunidade gerada pela vacina cai significativamente em 6 a 12 meses. Por isso a vacinação anual: a composição é ajustada às cepas circulantes, e a proteção é reforçada.
Eficácia real
Em anos com boa correspondência entre cepas vacinais e circulantes, a eficácia fica entre 40% e 60% para evitar a doença. Mais importante: a vacina reduz em até 80% as formas graves, hospitalizações e mortes. Esse é o objetivo principal.
O erro mais comum
Deixar para tomar a vacina "quando começar a esfriar". O ideal é tomar antes do pico de transmissão, porque a imunidade leva 10 a 14 dias para se desenvolver. Se sua cidade está com tempo seco e início do outono, é a hora.
Posso tomar junto com a COVID?
Sim. Não há contraindicação para coadministração de vacina contra gripe e contra COVID-19, conforme orientação do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).