A maioria das pessoas pensa que vacina é coisa de criança. Engano. O calendário do adulto é tão importante quanto, e cobre doenças que reaparecem quando a imunidade infantil enfraquece.
Vacinas para todos os adultos
- Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola): 1 ou 2 doses até 59 anos, se não houver comprovação prévia
- Tríplice bacteriana acelular (dTpa): reforço a cada 10 anos; obrigatória em gestantes
- Hepatite B: esquema de 3 doses para quem nunca tomou
- Febre amarela: dose única para áreas com recomendação
- Influenza: anual
- COVID-19: reforço bianual ou conforme orientação atualizada
Por década
20–30 anos: HPV (até 45 anos, 3 doses), meningocócica ACWY (em risco), hepatite A em áreas endêmicas.
30–50 anos: revisão completa, especialmente quem planeja gestação. Reforço dTpa, hepatite B se incompleto.
50–60 anos: entram em cena herpes zóster (a partir de 50 anos, 2 doses, na rede privada) e pneumocócica (a partir de 60 anos no SUS, antes em grupos de risco).
60+: Influenza anual, pneumocócicas 13/23-valentes, dTpa em dia, herpes zóster. VSR (vírus sincicial respiratório) tem vacina recém-aprovada para essa faixa.
O que está disponível no SUS
A maior parte das vacinas básicas é gratuita: tríplice viral, dTpa, hepatite B, febre amarela, influenza, COVID-19, HPV (até 45 anos para pessoas vivendo com HIV ou em imunossupressão e até 19 anos universal), pneumocócica 23-valente para 60+.
O que vale pagar (e quando)
Herpes zóster (Shingrix), VSR, dengue (Qdenga) fora do grupo prioritário e meningocócica B são vacinas geralmente acessíveis apenas na rede privada. Vale conversar com seu médico sobre custo-benefício individual.
Por que isso importa
Sarampo voltou. Coqueluche está em alta. Sífilis disparou. Herpes zóster acomete 1 em cada 3 idosos. Manter o calendário em dia é o investimento de saúde mais barato e eficaz que existe.