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Sífilis em 2026: a IST que voltou com força no Brasil

Casos quase dobraram em 5 anos. Como reconhecer, testar e tratar a sífilis, a IST que ninguém percebe e que ainda mata.

FC
Dr. Francisco Cardoso
CRM SP 115.103 RQE 35.319
30 abr 2026 10 min de leitura

A sífilis é uma doença antiga, tratável com um único medicamento barato e disponível há 80 anos. Mesmo assim, em 2026, vivemos uma epidemia silenciosa no Brasil. Como chegamos aqui?

Os números

Entre 2010 e 2024, os casos de sífilis adquirida cresceram quase 1.000%. A sífilis congênita (quando a mãe transmite ao bebê) também subiu de forma alarmante. Em 2024, foram mais de 250 mil casos registrados, e estima-se que o número real seja muito maior.

Por que voltou?

As três fases

Sífilis primária: uma única ferida indolor (cancro duro), que aparece 10-90 dias após o contágio e desaparece sozinha em 2-6 semanas. Como não dói, muita gente nem nota.

Sífilis secundária: manchas avermelhadas na pele, inclusive em palmas e plantas, lesões em mucosas, febre, gânglios. Também regride espontaneamente.

Sífilis terciária ou neurossífilis: anos depois, atinge coração, sistema nervoso, ossos. Pode matar.

Como testar

Teste rápido em qualquer UBS, gratuito, com resultado em 20 minutos. Toda gestante deve ser testada no pré-natal (primeiro trimestre, terceiro trimestre e na maternidade). Toda pessoa sexualmente ativa: uma vez por ano, no mínimo.

Tratamento

Penicilina benzatina (Benzetacil), 1 a 3 doses intramusculares conforme a fase, é o tratamento padrão-ouro há décadas. Para alérgicos, doxiciclina por 14-28 dias. Parceiros devem ser tratados simultaneamente.

Sífilis congênita: a tragédia evitável

Quando uma gestante com sífilis não tratada (ou tratada inadequadamente) transmite ao feto, o bebê pode nascer com sequelas neurológicas, ósseas e até morrer. Isso é 100% evitável com pré-natal completo e tratamento da mãe e do parceiro.

O que fazer

Use preservativo. Faça teste anual. Se positivo, trate-se e leve o(a) parceiro(a) para tratar também. E lembre: estar tratado por sífilis no passado não imuniza contra novo contágio.

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Aviso médico Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde, procure um profissional habilitado.
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